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  • Publicado em 01/03/2012 as 17:09

    HISTÓRIA DA PODOLOGIA



    Na pré-historia, os antecedentes pré-históricos dão indícios de que
    possivelmente a Podologia surgiu na pré-história (com a aparição dos
    primeiros). A partir disso, podemos deduzir que a Podologia surgiu a cerca
    de 5 milhões de anos, quando o homem ficou em posição ereta. Uma série
    de modificações em cadeia foi iniciada em todo o corpo a adaptação
    anatômica. As primeiras civilizações de que se têm foram as da China e do
    Egito. Foi quando o homem começou a caminhar. Com o passar dos
    tempos, os desnivelamentos e acidentes geográficos de terrenos afetaram
    extremidades inferiores, provocando malformações e infecções. Houve aí
    a necessidade de recorrer a práticas rudimentares para manter equilíbrio e
    facilitar a locomoção em condições seguras. A profissão foi batizada com
    diversos nomes no decorrer da história.
    Em 54 DC, na época da perseguição ao Cristianismo, Cayus era
    soldado de Nero e calista oficial de sua esposa, Popea. Cayus devia
    realizar um trabalho de calista com eficácia nos pés de Popea, pois a
    mesma era conhecida como uma pessoa de péssimo humor junto a seus
    criados.
    No Egito, há uma Pirâmide que reproduz um 'calista' tratando de um
    paciente. Os soldados romanos, ao voltarem dos campos de batalha,
    entregavam seus pés aos 'quitacallos'.
    Na França, no reinado de Luís XIV e Luís XV( Luiz XIV lançou o
    calçado de salto, e que o neto conservou e tem se nome, Luís XV ) a
    pedicuria começou a caráter próprio de profissão. Existiam 'quirópodos'
    exclusivos os reis e também havia um 'quirópodos' escritor, chamado de
    Rousselot, que editou uma obra impressa com o nome de 'Nouvelles
    Observations Sur Le Traitement des Cors'. Segue a literatura com outro
    'quirópodos' importante, um deles, fundador da Real Academia de
    Cirurgia, que obra chamada 'L'art de Souhner Les Pieds'. Por volta de 1700, também a literatura começou a se ocupar da podologia e surge o livro intitulado 'L'art
    de Soigner Les Pieds', escrito pelo francês Laforest, mais conhecido como 'o calista'.Traduzido para o inglês com o título 'Quiropodologia', foi o primeiro livro de consultas
    em esclarecimentos sobre calos, verrugas, hiperqueratoses (calosidades), infecções das unhas e ilustrações de instrumentos usados até o início deste século.
    Na arte da pintura tivemos pintores como Adrian Browre e David Tenier, que deixaram para a posteridade quadros que nos retratavam
    'quirópodos'exercendo suas profissões.
    No seculo XVII na França, com muita pobreza e miséria nas ruas das
    grandes cidades, havia uma menina de 14 anos de idade com o nome de
    Clotilde Heristal que buscou refúgio no convento dos sacerdotes da
    'Ordem de Santa Ana'. Ela passou a praticar o bem-estar no silêncio, a
    regime de pão preto (alimentação à base de pão e água), fazendo
    Pedicuria aos pobres e enfermos. Por este motivo passou-se a invocar
    'Santa Ana' como patrona (padroeira) da Pedicuria.
    Na China havia os 'cirurgiões menores de aldeia', que emigravam
    para a Europa, principalmente para a França, e seus honorários eram mais
    elevados em relação aos dos 'quirópodos' franceses. Os chineses davam
    tanta importância ao 'Cirurgião' que o mesmo estudava junto a seu
    mestre (professor) por 3 anos, a fim de se tornar apto. No 1° ano
    aprendia a educar suas mãos e preparar o instrumental; no 2° ano
    trabalhava com o mestre a seu lado assistindo-o, sendo que somente no
    3° ano lhes eram confiados pequenos cuidados aos pés e, vagarosamente,
    eram ampliadas as intervenções.
    Na América, os primeiros habitantes realizavam o atendimento a
    seus pés com instrumentos de pedras, que eles mesmos fabricavam, e
    este conhecimento levou à criação do Conselho Judicial da Associação
    Médica Americana, que emitiu o seguinte conceito: 'A Pedicuria é a
    primeira prática médica auxiliar em campo limitado'.
    No séc. XIX, chega à América do Sul, na cidade de Montevideo
    (Uruguai), o pedicuro Francês Puyamerou, seguido pelo italiano Digiuli e
    pelo espanhol Carmona.
    No Brasil, por não existirem documentos suficientes sobre a área, as
    pesquisas são baseadas em informações dadas por profissionais que
    continuaram exercendo a mesma profissão de seus pais e avós. Em
    arquivos da ABP - Associação Brasileira de Podólogos, encontra-se anúncio
    do jornal 'O Estado de São Paulo', do dia 21 de setembro de 1890,
    anunciando 'Luiz Keller, Operador de calos, unhas encravadas e
    deformadas. Rua de S. Bento, 59, interior, n.º 1 onde acaba de abrir um
    modesto gabinete para o exercício de sua profissão, sendo encontrado das
    11 horas da manha às 4 da tarde'.
    No séc. XX, a instrumentação rudimentar usada nos séculos passados
    e início do XX consistia em canivetes e navalhas para desbastar calos e
    calosidades, cacos de vidro para raspar unhas, penas de patos ou de
    gansos para desencravar unhas, todos manipulados por homens
    conhecidos como 'raspadores e curadores de calos', 'operadores de calos'
    ou 'calistas'.
    Em 1930, a profissão começa a surgir dentro da legalidade no
    Governo Provisório de Getúlio Vargas, quando foi criada a CARTEIRA
    PROFISSIONAL DO TRABALHADOR, e para requerê-la era necessário ser
    sindicalizado para promover o andamento do pedido; e necessário se fazia
    também a comprovação da profissão através de atestados emitidos por
    sindicato ou por duas pessoas que exercessem a profissão atestada. Não
    sendo uma profissão reconhecida e sindicalizada, não existia prova de
    habilitação profissional. Dois anos depois, os calistas foram obrigados a se
    sindilizar ao Sindicato dos Oficiais de Barbeiros e Cabeleireiros do Estado
    de São Paulo. Logo a seguir, houve a necessidade de que esse mesmo
    Sindicato, em suas sedes, escolas para ensino do respectivo ofício.
    Posteriormente, somente aqueles que exibissem Certificado de Habilitação
    Profissional, emitido por escolas, poderiam ter suas Carteiras de Trabalho
    assinadas.
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