
Na pré-historia, os antecedentes pré-históricos dão indícios de que
possivelmente a Podologia surgiu na pré-história (com a aparição dos
primeiros). A partir disso, podemos deduzir que a Podologia surgiu a cerca
de 5 milhões de anos, quando o homem ficou em posição ereta. Uma série
de modificações em cadeia foi iniciada em todo o corpo a adaptação
anatômica. As primeiras civilizações de que se têm foram as da China e do
Egito. Foi quando o homem começou a caminhar. Com o passar dos
tempos, os desnivelamentos e acidentes geográficos de terrenos afetaram
extremidades inferiores, provocando malformações e infecções. Houve aí
a necessidade de recorrer a práticas rudimentares para manter equilíbrio e
facilitar a locomoção em condições seguras. A profissão foi batizada com
diversos nomes no decorrer da história.
Em 54 DC, na época da perseguição ao Cristianismo, Cayus era
soldado de Nero e calista oficial de sua esposa, Popea. Cayus devia
realizar um trabalho de calista com eficácia nos pés de Popea, pois a
mesma era conhecida como uma pessoa de péssimo humor junto a seus
criados.
No Egito, há uma Pirâmide que reproduz um 'calista' tratando de um
paciente. Os soldados romanos, ao voltarem dos campos de batalha,
entregavam seus pés aos 'quitacallos'.
Na França, no reinado de Luís XIV e Luís XV( Luiz XIV lançou o
calçado de salto, e que o neto conservou e tem se nome, Luís XV ) a
pedicuria começou a caráter próprio de profissão. Existiam 'quirópodos'
exclusivos os reis e também havia um 'quirópodos' escritor, chamado de
Rousselot, que editou uma obra impressa com o nome de 'Nouvelles
Observations Sur Le Traitement des Cors'. Segue a literatura com outro
'quirópodos' importante, um deles, fundador da Real Academia de
Cirurgia, que obra chamada 'L'art de Souhner Les Pieds'. Por volta de 1700, também a literatura começou a se ocupar da podologia e surge o livro intitulado 'L'art
de Soigner Les Pieds', escrito pelo francês Laforest, mais conhecido como 'o calista'.Traduzido para o inglês com o título 'Quiropodologia', foi o primeiro livro de consultas
em esclarecimentos sobre calos, verrugas, hiperqueratoses (calosidades), infecções das unhas e ilustrações de instrumentos usados até o início deste século.
Na arte da pintura tivemos pintores como Adrian Browre e David Tenier, que deixaram para a posteridade quadros que nos retratavam
'quirópodos'exercendo suas profissões.
No seculo XVII na França, com muita pobreza e miséria nas ruas das
grandes cidades, havia uma menina de 14 anos de idade com o nome de
Clotilde Heristal que buscou refúgio no convento dos sacerdotes da
'Ordem de Santa Ana'. Ela passou a praticar o bem-estar no silêncio, a
regime de pão preto (alimentação à base de pão e água), fazendo
Pedicuria aos pobres e enfermos. Por este motivo passou-se a invocar
'Santa Ana' como patrona (padroeira) da Pedicuria.
Na China havia os 'cirurgiões menores de aldeia', que emigravam
para a Europa, principalmente para a França, e seus honorários eram mais
elevados em relação aos dos 'quirópodos' franceses. Os chineses davam
tanta importância ao 'Cirurgião' que o mesmo estudava junto a seu
mestre (professor) por 3 anos, a fim de se tornar apto. No 1° ano
aprendia a educar suas mãos e preparar o instrumental; no 2° ano
trabalhava com o mestre a seu lado assistindo-o, sendo que somente no
3° ano lhes eram confiados pequenos cuidados aos pés e, vagarosamente,
eram ampliadas as intervenções.
Na América, os primeiros habitantes realizavam o atendimento a
seus pés com instrumentos de pedras, que eles mesmos fabricavam, e
este conhecimento levou à criação do Conselho Judicial da Associação
Médica Americana, que emitiu o seguinte conceito: 'A Pedicuria é a
primeira prática médica auxiliar em campo limitado'.
No séc. XIX, chega à América do Sul, na cidade de Montevideo
(Uruguai), o pedicuro Francês Puyamerou, seguido pelo italiano Digiuli e
pelo espanhol Carmona.
No Brasil, por não existirem documentos suficientes sobre a área, as
pesquisas são baseadas em informações dadas por profissionais que
continuaram exercendo a mesma profissão de seus pais e avós. Em
arquivos da ABP - Associação Brasileira de Podólogos, encontra-se anúncio
do jornal 'O Estado de São Paulo', do dia 21 de setembro de 1890,
anunciando 'Luiz Keller, Operador de calos, unhas encravadas e
deformadas. Rua de S. Bento, 59, interior, n.º 1 onde acaba de abrir um
modesto gabinete para o exercício de sua profissão, sendo encontrado das
11 horas da manha às 4 da tarde'.
No séc. XX, a instrumentação rudimentar usada nos séculos passados
e início do XX consistia em canivetes e navalhas para desbastar calos e
calosidades, cacos de vidro para raspar unhas, penas de patos ou de
gansos para desencravar unhas, todos manipulados por homens
conhecidos como 'raspadores e curadores de calos', 'operadores de calos'
ou 'calistas'.
Em 1930, a profissão começa a surgir dentro da legalidade no
Governo Provisório de Getúlio Vargas, quando foi criada a CARTEIRA
PROFISSIONAL DO TRABALHADOR, e para requerê-la era necessário ser
sindicalizado para promover o andamento do pedido; e necessário se fazia
também a comprovação da profissão através de atestados emitidos por
sindicato ou por duas pessoas que exercessem a profissão atestada. Não
sendo uma profissão reconhecida e sindicalizada, não existia prova de
habilitação profissional. Dois anos depois, os calistas foram obrigados a se
sindilizar ao Sindicato dos Oficiais de Barbeiros e Cabeleireiros do Estado
de São Paulo. Logo a seguir, houve a necessidade de que esse mesmo
Sindicato, em suas sedes, escolas para ensino do respectivo ofício.
Posteriormente, somente aqueles que exibissem Certificado de Habilitação
Profissional, emitido por escolas, poderiam ter suas Carteiras de Trabalho
assinadas.
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